O vendedor de ideias
Havia um vendedor de ideias; ele era extrovertido, atraente e, com muita empolgação,
exclamava:
- Venham! Venham! Temos ideias de todos os tipos e para todos os gostos. Comprem
aqui as suas e saiam satisfeitos. Garantimos qualidade e prazer.
Enquanto isso, por essas bandas, passava um garoto que, intrigado com a cena, pôs-se a
averiguar a veracidade do anúncio e com um jeito tímido foi achegando-se para perto do
vendedor e perguntou:
- Estes produtos que o senhor vende, são ideias mesmo?
- São sim, meu caro jovem! E são da melhor qualidade!
Com o forte movimento de pessoas que passavam pelo local, o jovem acabou se
afastando e pôs-se a observar por um tempo. Logo, chegou à conclusão de que as vendas iam
de vento em popa. O movimento era muito grande, clientes iam e vinham. Multidões
compravam suas porções de ideias favoritas. E, neste instante, o garoto percebeu que uns e
outros que por ali passavam não atentavam para os anúncios do vendedor. Passavam e
ignoravam o que se anunciava. Até parecia que estes possuíam o seu próprio produto, pois não
os atraía o que de mais moderno se propagava no mercado daquela cidade. Assim que o
movimento diminuiu o garoto perguntou ao vendedor:
- Por que estas pessoas vêm em multidões e levam altas quantidades deste produto?
- Pobre jovem! Ainda não entende de negócios. O que se passa é que ideias estão em
falta no mercado. Hoje em dia, é difícil se tornar um vendedor autorizado e, muito mais
difícil, ter ideias próprias. Por isso, quando eles veem um vendedor autorizado do produto não
resistem e logo levam grandes quantidades para si próprios e também para os parentes e
amigos. Este negócio é muito lucrativo! Não gostaria de levar uma ideia?
- De quais tipos o senhor tem?
- Todos, nós possuímos a maior variedade das redondezas. Temos em lotes ou em
unidades, da mais atual à mais obsoleta, temos ideias de pai, mãe, filho, amigo, irmão,
namorado, vendemos ideias para qualquer profissão ou qualquer estudo científico e até
mesmo ideias religiosas. Também temos os novíssimos "personality package": social,
executivo, amigável, politicamente correto, ecologicamente correto, radical, esportivo,
amoroso, inteligente, ortodoxo entre outros... E, caso você não se agrade com o que temos,
podemos fazer um "personality package" especialmente para você! Entregamos em sua casa e
em caso de insatisfação devolvemos o dinheiro.
- Puxa! São muitos produtos!
- Diria que todos! É um mercado muito competitivo. As ideias estão muito escassas. Se
você não compra, você não é atualizado, maneiro, descolado e com certeza não conseguirá se
firmar na sociedade. Além disso, você corre o risco de sofrer um atrofiamento neural.
- Atrofiamento neural?
- Sim, é uma doença causada pela falta de ideias, alguns dos sintomas são: depressão,
solidão, desespero. E muitas vezes esta doença leva à morte. É um caso grave!
O garoto, ao ouvir estas coisas das quais ainda não tinha conhecimento, suspirou por um
instante, ficou pensativo e após alguns momentos voltou a indagar ao vendedor:
- Por que aqueles passam e o ignoram?
- Bom, meu caro jovem! É uma questão um pouco complicada. Aqueles são loucos!
Acreditam que podem sobreviver com ideias próprias, porém se esquecem que vivem
em um mundo onde quase todos compram e usam ideias. Nós, da companhia, chamamos
aqueles de loucos fracassados e, realmente, estudos mostram que pouquíssimos, quase
nenhum deles alcança algum tipo de sucesso na alta sociedade. Sabe, garoto, vender ideias é
como se fosse possível vender oxigênio. Você poderia tentar sobreviver sem comprar, mas
sofreria consequências por isso. Alguns daqueles ainda seguem um tipo de filosofia
empregada por um homem dito o único que ressuscitou. Mas isto é outra história. O
importante é que sem estas ideias dificilmente você será alguém perante a sociedade, pois
estas são o que há de mais recente em modelos de ideias.
O jovem, mais uma vez, tomou fôlego e perguntou:
- Como foi que o senhor se tornou um vendedor autorizado?
- Eu, por muito tempo, tentei viver me garantindo que jamais iria usar ideias compradas,
porém, na época, as vendas de ideias ainda eram um tipo de negócio meio revolucionário e
pequeno. Com o tempo veio a escassez de ideias e neste período percebi que se eu quisesse
ser alguém na vida tinha que comprar. Todos os meus amigos e conhecidos já tinham os seus
pacotes de ideias compradas. Foi assim que eu usei o meu primeiro lote e senti o prazer que é
usá-las. E você? Vai levar alguma ideia?
- Quanto tempo elas duram? Precisarei comprar mais?
- O tempo de duração vai depender do tipo de ideia que você comprar. Nós temos tanto
as ideias de curto prazo quanto as de longo prazo. As ideias de longo prazo são mais caras,
porém, duram muito tempo e, dependendo da maneira que usá-las, nunca mais precisará
comprar outra ideia de longo prazo. Porém, as de curto prazo são mais baratas, após usar a
primeira, com toda certeza, você não conseguirá viver sem. Pois são viciantes e inexplicáveis,
te levam às nuvens. Mas ao acabarem, você terá que comprar mais. Não se preocupe com a
disponibilidade de pagamento pois o retorno é garantido. Farei o seguinte... Eu te faço uma
promoção relâmpago, te vendo duas ideias pelo preço de uma, uma de curto prazo e outra de
longo prazo. Que tal?
O garoto, ainda não muito convencido, mas incentivado pelo vendedor, retirou do bolso
toda a sua mesada que acabara de receber e, por tamanha curiosidade, comprou as ideias que
o vendedor lhe oferecera.
- Você não se arrependerá. São da melhor qualidade, garanto. Isto ou o seu dinheiro de
volta!
- Me desculpe senhor! Conversamos por tanto tempo e nem ao menos sei o seu nome e
nem para qual empresa o senhor trabalha.
- Pois não jovem, meu nome é Telévisus e trabalho para Mídias S.A.
Então, o jovem se retirou do local e enquanto andava pela cidade pensava se deveria ou
não utilizar as ideias, afinal, não se convencera totalmente dos argumentos daquele vendedor.
Sentia medo de se tornar um viciado ou qualquer coisa parecida. Sabia que ideias eram
escassas, mas não queria deixar de ter as suas próprias ideias, era um produto revolucionário,
porém o mau uso poderia causar problemas. Decidiu então levar estas ideias ao seu pai. E ao
chegar em casa, o garoto foi direto ao encontro de seu pai, uma pessoa pela qual ele tinha todo
o respeito:
- Papai, papai! Veja o que comprei!
- O que se passa filho meu?
- Comprei ideias novinhas! Últimos lançamentos no mercado.
- E o que pretendes fazer com tal coisa?
- Vim pedir a sua opinião meu pai, pois nunca vi o senhor usando tais produtos e, o
vendedor me disse que quem não as utiliza é louco e só obterá fracassos perante a sociedade!
- Bom, meu filho, estas ideias realmente são a chave de entrada para um bom status
social. É o que há de mais atual e o que todos querem ter. Porém, este sucesso é o sucesso que
a sociedade nos impõe. Com o tempo estas ideias vão te cegar e te tornar um viciado, incapaz
de ter ideias próprias. Não é bom utilizá-las.
O garoto replicou:
- É por isso que somos pobres. Nunca nos atualizamos!
- Filho meu, o status social não é tudo na vida. O que realmente importa é a felicidade e
o único modo de alcançá-la é confiar naquilo que Jesus nos disse: “Eu sou o caminho, e a
verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6). Ainda tem outra coisa:
Aquilo que não está na Bíblia, não vem de Deus. Portanto meu filho, estas ideais são
mundanas e é justamente por isto que eu não as utilizo. Prefiro confiar no meu SENHOR do
que vender minha mente àquelas pessoas que só querem nos usurpar. As escrituras dizem que
chegará o dia em que nos colocaremos perante Deus e seremos julgados. Todos nós seremos
julgados de acordo com nossas obras. "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam
diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos
foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Ap
20.12).
- Entendi meu pai, estas ideias são mundanas e apesar de serem o ideal social, não nos
dará os frutos eternos.
- Exatamente. Neste mundo há pessoas que compram ideias, outras que tentam viver
sem qualquer tipo de ideias, ou melhor, tentam viver com forças próprias, mas estes também
correm riscos pois a mente vazia é a oficina do diabo. Paulo escreveu: “Revesti-vos de toda a
armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo" (Ef 6.11) “e não vos
conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que
experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2). Não
podemos nos contentar com este século, pois isto não nos pertence. O que há para nós - filhos
de Deus - está reservado no nosso lar celestial.
O garoto, após escutar estas palavras, olhou para os seus pacotes de ideias e pensou;
pensou em tudo aquilo que as ideias lhe proporcionariam aqui na Terra e, num relance, o
garoto as jogou pelo esgoto. Afinal chegou a uma conclusão: “Que aproveita ao homem
ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mc 8.36).
(Texto de autoria de Samuel Ferreira da Silveira)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O Povo de Deus de acordo com Tito 2
Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens,
ensinando-nos que, renunciando à irreverência e aos excessos dos prazeres mundanos, vivamos nesta época presente de maneira sóbria, justa, e devota, desejando a agradável esperança e glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo, o qual se doou a si mesmo por nós para pagar o preço de todos os nossos crimes, e para purificar para si mesmo um povo especial, cuidadoso no exercício de boas obras. (Tito 2.11-14 - paráfrase)
Participantes do povo de Deus:
O líder: Fala a doutrina sadia, é exemplar nas boas obras; na doutrina mostra incorrupção, é sério, sincero, sua linguagem é sadia e irrepreensível; incentiva e repreende com autoridade (1,7,8,15)
Os velhos homens: sóbrios, sérios, prudentes, sadios na fé, no amor, e na paciência;
(2)
As velhas mulheres: sérias, santas, não promovem fofocas, não se utilizam de nada que embriague, são mestras do bem; (3)
As moças: prudentes, amam os maridos e filhos, moderadas, puras, boas donas de casa, companheiras de seus maridos; (4-5)
Os moços: moderados (6)
Os empregados: acatam as ordens de seus chefes, procuram em tudo agradar, não são contraditóros, não se beneficiam com fraudes, são leais; (9,10)
O povo de Deus vivendo como o povo de Deus, fará com que:
A palavra de Deus não seja blasfemada; (5)
O adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer; (8)
A doutrina de Deus seja ornamentada. (10)
ensinando-nos que, renunciando à irreverência e aos excessos dos prazeres mundanos, vivamos nesta época presente de maneira sóbria, justa, e devota, desejando a agradável esperança e glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo, o qual se doou a si mesmo por nós para pagar o preço de todos os nossos crimes, e para purificar para si mesmo um povo especial, cuidadoso no exercício de boas obras. (Tito 2.11-14 - paráfrase)
Participantes do povo de Deus:
O líder: Fala a doutrina sadia, é exemplar nas boas obras; na doutrina mostra incorrupção, é sério, sincero, sua linguagem é sadia e irrepreensível; incentiva e repreende com autoridade (1,7,8,15)
Os velhos homens: sóbrios, sérios, prudentes, sadios na fé, no amor, e na paciência;
(2)
As velhas mulheres: sérias, santas, não promovem fofocas, não se utilizam de nada que embriague, são mestras do bem; (3)
As moças: prudentes, amam os maridos e filhos, moderadas, puras, boas donas de casa, companheiras de seus maridos; (4-5)
Os moços: moderados (6)
Os empregados: acatam as ordens de seus chefes, procuram em tudo agradar, não são contraditóros, não se beneficiam com fraudes, são leais; (9,10)
O povo de Deus vivendo como o povo de Deus, fará com que:
A palavra de Deus não seja blasfemada; (5)
O adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer; (8)
A doutrina de Deus seja ornamentada. (10)
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Bodas de Prata
Nossas Bodas de Prata foram comemoradas de maneira muito simples, mas a simplicidade da comemoração não diminui a sua importância. São 25 anos andando juntos, 24 deles sob a supervisão, aconselhamento e apoio de nosso Senhor Jesus Cristo, através de sua Palavra, comunhão dos irmãos e da oração. Somos gratos a Deus por nos ter proporcionado a oportunidade de viver, e não simplesmente viver, mas fazendo isto com a certeza de que estamos construindo algo para a eternidade. Somos gratos aos amigos que nos ajudaram, e não se afastaram nos momentos mais difíceis, além compartilharem das múltiplas alegrias.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Brasília, 02 de dezembro de 2010
Hoje, saí um pouco para andar em Brasília. Fui à feira dos importados, onde procurei o celular do Samuel e o filme que a amiga da Vilma encomendou. Depois andei meio sem compromisso pelo centro de Taguatinga, para ver as novidades e oportunidades. Comprei de um camelô uma lanterna multifuncional, que tem várias pontas de chave de fenda e philips. Então fui voltando a pé para casa, passando pelo Extra, para completar a lista de compras.
Andando e meditando...fico pensando na vida, em como as coisas são interessantes. Qual é o sentido das coisas? O que dá prazer, e porque dá prazer? Coisas lícitas ou ilícitas podem agradar, mas é bom ficar somente nas lícitas, embora nem todas convêm. Será que o maior prazer é a funcionalidade de certos objetos, ou é o prazer de comprar? Vi uns instrumentos de pesca, que dariam muito prazer em pescar. Mas fiquei pensando: por que não pesco? Será que não gosto?
Por que assistir a um filme seria bom? E o trabalho?
Tenho um trabalho que não gosto muito, mas é um bom trabalho. Excelente, alguns diriam. Parece até que tenho tudo o que quero.
No final, acho que o maior prazer é ter amigos, relacionar-se com as pessoas, e as coisas materiais são facilitadores disso. É ilusão pensar que precisamos comprar tudo o que aparece, e lamentar pelo que não temos dinheiro suficiente.
Nossa vida termina breve, e na eternidade o que vai valer é somente o que fizemos para Deus.
O que Deus quer que façamos? A Igreja está correta em certas coisas? É legítima toda a sua doutrina e prática? É claro que os vícios humanos estão presentes em todas suas atividades, até mesmo as religiosas. Quando escolhemos uma Igreja, pensamos não somente na sua doutrina, mas na sua prática. Há práticas que não nos agradam, mas temos que suportar. Algumas coisas, queremos mudar. Mas parece que tem coisas que não mudam.
A humanidade caminha seu caminho, e já evoluiu tanto, em tantas áreas...vemos o contraste entre as comunidades não desenvolvidas e as bem desenvolvidas, mas o desenvolvimento é bastente relativo, dependendo do ponto de vista. Um exemplo: eu estou morando em Tarauacá. Lá tem quase tudo o que se pode esperar da tecnologia, como internet, aparelhos eletrônicos, etc. Quem tem um certo poder aquisitivo, não precisa ser muito, pode usufruir de muitas destas coisas. Tem pessoas que vivem muito bem sem muita tecnologia, por opção, por falta de recursos financeiros ou por desligamento. Existem comunidades indígenas e de não indígenas que vivem em contato maior com a floresta, porque moram nas margens dos rios ou próximos dali. Eles podem ter barcos com motor, que os trazem à cidade quando vão comprar mantimentos ou vender seus produtos. Podem ter rádio e televisão, pois tem satélites que transmitem os sinais para lá tão bem quanto para qualquer outro lugar do planeta. A energia pode vir de geradores a gasolina ou baterias de carro, por exemplo. Não precisam ficar alheios ao mundo, pois a tecnologia dos satélites facilitou a comunicação.
Vamos dizer assim: hoje é quase impossível ficar alheio a tudo. Só mesmo quem faz essa opção tem algum progresso nisso, mas acho que não por muito tempo.
Então vemos que a tecnologia mudou o mundo de maneira irreversível.
O que é a tecnologia? Digamos que é o acúmulo dos conhecimentos de Newton e sua turma de físicos, matemáticos, etc, junto com o pragmatismo dos universitários contemporâneos, que acharam utilidades para quase tudo o que os pesquisadores descobriram.
Tem muita coisa para se aprender, mas eu acho que já se foi uma boa parte. Tem uma certa neurose, hoje em dia, nas universidades, querendo reproduzir pesquisadores como antigamente. Acho que não vai dar. Primeiro porque resta pouca coisa para pesquisar, e segundo porque a geração atual não está muito a fim de passar a vida pesquisando e fazendo experiências. Está na hora de utilizar o conhecimento já adquirido. Também há muitos equívocos na ciência, muitos já desvendados, outros ainda acreditados. O conhecimento é enfadonho, e muito do que se conhece não se aproveita. Hoje o mundo procura, de certa forma, as coisas mais primitivas. Essa onda de ecologia e desenvolvimento sustentável está brecando o mundo, fazendo-o repensar muitas coisas. Por que poucos parecem aceitar que é preciso deixar de lado certos modos de vida? Não precisamos de aviões se nos limitarmos ao nosso pequeno espaço geográfico. Não precisamos de automóvel se a distância até o trabalho for caminhável. Não precisamos de energia elétrica se abrirmos mão dos eletrodomésticos e computadores.
Mas então...? O mundo precisa dar meia volta e retornar pelo mesmo caminho que veio? Porque não? Onde estão os benefícios esperados pelos nossos antepassados? A paz mundial, a vida eterna, o mundo melhor...? O progresso trouxe outras coisas que distraíram as gerações presentes destes ideais. O mundo ainda continua o mesmo. Então, para que continuar? Será que os índios não têm razão? Tendo o que comer e onde dormir, tendo o suficiente para sobreviver, está bom!
Mas sabemos que não vai adiantar voltar. Se já trilhamos o caminho, sabemos para onde vai, e o lugar não é bom. Não é perfeito.
Que desespero! Estamos perdidos em nossos devaneios. Estamos "ricos e abastados", e não precisamos de coisa alguma?
Jesus diz que ele pode nos vender o ouro, as vestimentas e o colírio verdadeiros. Sempre foi assim, e sempre será. Andamos pelos caminhos que escolhemos, e queremos caminhos novos, mas nosso caminho já está traçado desde a eternidade. Jesus é o caminho, e a verdade, e a vida. O caminho para o Pai é só através dele. É o Pai que buscamos? Porque queremos o Pai? O Pai sabe tudo, supre tudo, tolera, consola, dá segurança...o Pai é quem procuramos. Ele é a resposta para todos os nossos anseios.
No começo da caminhada humana, bem antes de Newton e sua turma, um livro começou a ser escrito, a Bíblia. Este livro é que nos fala hoje de Jesus e toda a história da redenção humana. De uma extremidade a outra de nossa história, temos a companhia deste livro, que é atual mesmo hoje, com tanta tecnologia.
É que tem coisas que não mudam, porque não foram feitas para mudar. Quando o homem foi formado do pó da terra, e foi programado o seu DNA, e Deus lhe soprou o espírito da vida, a sua história já havia sido planejada. É o que é. O homem perdeu o Éden, mas quer voltar para lá.
Amanhã eu vou no Wal-mart, olhar as novidades, mas eu sei que não haverá muitas coisas novas...
Hoje, saí um pouco para andar em Brasília. Fui à feira dos importados, onde procurei o celular do Samuel e o filme que a amiga da Vilma encomendou. Depois andei meio sem compromisso pelo centro de Taguatinga, para ver as novidades e oportunidades. Comprei de um camelô uma lanterna multifuncional, que tem várias pontas de chave de fenda e philips. Então fui voltando a pé para casa, passando pelo Extra, para completar a lista de compras.
Andando e meditando...fico pensando na vida, em como as coisas são interessantes. Qual é o sentido das coisas? O que dá prazer, e porque dá prazer? Coisas lícitas ou ilícitas podem agradar, mas é bom ficar somente nas lícitas, embora nem todas convêm. Será que o maior prazer é a funcionalidade de certos objetos, ou é o prazer de comprar? Vi uns instrumentos de pesca, que dariam muito prazer em pescar. Mas fiquei pensando: por que não pesco? Será que não gosto?
Por que assistir a um filme seria bom? E o trabalho?
Tenho um trabalho que não gosto muito, mas é um bom trabalho. Excelente, alguns diriam. Parece até que tenho tudo o que quero.
No final, acho que o maior prazer é ter amigos, relacionar-se com as pessoas, e as coisas materiais são facilitadores disso. É ilusão pensar que precisamos comprar tudo o que aparece, e lamentar pelo que não temos dinheiro suficiente.
Nossa vida termina breve, e na eternidade o que vai valer é somente o que fizemos para Deus.
O que Deus quer que façamos? A Igreja está correta em certas coisas? É legítima toda a sua doutrina e prática? É claro que os vícios humanos estão presentes em todas suas atividades, até mesmo as religiosas. Quando escolhemos uma Igreja, pensamos não somente na sua doutrina, mas na sua prática. Há práticas que não nos agradam, mas temos que suportar. Algumas coisas, queremos mudar. Mas parece que tem coisas que não mudam.
A humanidade caminha seu caminho, e já evoluiu tanto, em tantas áreas...vemos o contraste entre as comunidades não desenvolvidas e as bem desenvolvidas, mas o desenvolvimento é bastente relativo, dependendo do ponto de vista. Um exemplo: eu estou morando em Tarauacá. Lá tem quase tudo o que se pode esperar da tecnologia, como internet, aparelhos eletrônicos, etc. Quem tem um certo poder aquisitivo, não precisa ser muito, pode usufruir de muitas destas coisas. Tem pessoas que vivem muito bem sem muita tecnologia, por opção, por falta de recursos financeiros ou por desligamento. Existem comunidades indígenas e de não indígenas que vivem em contato maior com a floresta, porque moram nas margens dos rios ou próximos dali. Eles podem ter barcos com motor, que os trazem à cidade quando vão comprar mantimentos ou vender seus produtos. Podem ter rádio e televisão, pois tem satélites que transmitem os sinais para lá tão bem quanto para qualquer outro lugar do planeta. A energia pode vir de geradores a gasolina ou baterias de carro, por exemplo. Não precisam ficar alheios ao mundo, pois a tecnologia dos satélites facilitou a comunicação.
Vamos dizer assim: hoje é quase impossível ficar alheio a tudo. Só mesmo quem faz essa opção tem algum progresso nisso, mas acho que não por muito tempo.
Então vemos que a tecnologia mudou o mundo de maneira irreversível.
O que é a tecnologia? Digamos que é o acúmulo dos conhecimentos de Newton e sua turma de físicos, matemáticos, etc, junto com o pragmatismo dos universitários contemporâneos, que acharam utilidades para quase tudo o que os pesquisadores descobriram.
Tem muita coisa para se aprender, mas eu acho que já se foi uma boa parte. Tem uma certa neurose, hoje em dia, nas universidades, querendo reproduzir pesquisadores como antigamente. Acho que não vai dar. Primeiro porque resta pouca coisa para pesquisar, e segundo porque a geração atual não está muito a fim de passar a vida pesquisando e fazendo experiências. Está na hora de utilizar o conhecimento já adquirido. Também há muitos equívocos na ciência, muitos já desvendados, outros ainda acreditados. O conhecimento é enfadonho, e muito do que se conhece não se aproveita. Hoje o mundo procura, de certa forma, as coisas mais primitivas. Essa onda de ecologia e desenvolvimento sustentável está brecando o mundo, fazendo-o repensar muitas coisas. Por que poucos parecem aceitar que é preciso deixar de lado certos modos de vida? Não precisamos de aviões se nos limitarmos ao nosso pequeno espaço geográfico. Não precisamos de automóvel se a distância até o trabalho for caminhável. Não precisamos de energia elétrica se abrirmos mão dos eletrodomésticos e computadores.
Mas então...? O mundo precisa dar meia volta e retornar pelo mesmo caminho que veio? Porque não? Onde estão os benefícios esperados pelos nossos antepassados? A paz mundial, a vida eterna, o mundo melhor...? O progresso trouxe outras coisas que distraíram as gerações presentes destes ideais. O mundo ainda continua o mesmo. Então, para que continuar? Será que os índios não têm razão? Tendo o que comer e onde dormir, tendo o suficiente para sobreviver, está bom!
Mas sabemos que não vai adiantar voltar. Se já trilhamos o caminho, sabemos para onde vai, e o lugar não é bom. Não é perfeito.
Que desespero! Estamos perdidos em nossos devaneios. Estamos "ricos e abastados", e não precisamos de coisa alguma?
Jesus diz que ele pode nos vender o ouro, as vestimentas e o colírio verdadeiros. Sempre foi assim, e sempre será. Andamos pelos caminhos que escolhemos, e queremos caminhos novos, mas nosso caminho já está traçado desde a eternidade. Jesus é o caminho, e a verdade, e a vida. O caminho para o Pai é só através dele. É o Pai que buscamos? Porque queremos o Pai? O Pai sabe tudo, supre tudo, tolera, consola, dá segurança...o Pai é quem procuramos. Ele é a resposta para todos os nossos anseios.
No começo da caminhada humana, bem antes de Newton e sua turma, um livro começou a ser escrito, a Bíblia. Este livro é que nos fala hoje de Jesus e toda a história da redenção humana. De uma extremidade a outra de nossa história, temos a companhia deste livro, que é atual mesmo hoje, com tanta tecnologia.
É que tem coisas que não mudam, porque não foram feitas para mudar. Quando o homem foi formado do pó da terra, e foi programado o seu DNA, e Deus lhe soprou o espírito da vida, a sua história já havia sido planejada. É o que é. O homem perdeu o Éden, mas quer voltar para lá.
Amanhã eu vou no Wal-mart, olhar as novidades, mas eu sei que não haverá muitas coisas novas...
domingo, 5 de setembro de 2010
O Homem...
Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. (Gênesis 1:26)
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