(Leia 2 Co 8.7-15)
O assunto dinheiro é, com certeza, muito delicado, e muitas vezes evitamos falar sobre isso. Mas a Bíblia nos instrui a este respeito, e se quisermos falar dos assuntos bíblicos, temos que incluir também este tema. O texto de hoje nos dá a ideia de que o dinheiro e todos os nossos bens devem ser usados com sabedoria, e que o ato de doar deve ser uma ação natural do cristão.
Podemos encontrar neste parágrafo pelo menos três incentivos para se doar com naturalidade:
I – A doação é uma prova de sinceridade (7-9)
Um famoso economista disse certa vez que o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso. Jesus disse algo semelhante, mas de forma mais instrutiva: “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mateus 6.21).
Paulo exortava os coríntios a mostrar sua sinceridade através de uma generosa oferta aos irmãos da Judéia, que no momento estavam passando por grandes dificuldades, e até passando fome. Que esta doação fosse conforme a fé e a sabedoria que demonstravam ter.
II – A doação obedece ao princípio da proporcionalidade (10-12)
Cada um devia doar de acordo com as suas posses, “conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem”.
A prática de se dar o dízimo tem sido historicamente uma forma sadia de se praticar o princípio da proporcionalidade. Era praticado antes da lei de Moisés, pois Abraão deu o dízimo a Melquisedeque (Gn 14.17-20), e Jacó prometeu dar o dízimo ao Deus de seu pai Isaque (Gn 28.16-22).
Jesus falou aos fariseus, que se gabavam de dar o dízimo de tudo, mas negligenciavam “os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdiae a fé;” que “devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt 23.23), ou seja: o dízimo não estava errado, desde que não se esquecessem do que era ainda mais importante.
III – A doação promove a igualdade entre os irmãos (13-15)
Um bom exemplo de que, no final, somos todos iguais, é que na sepultura, não fossem os jazigos mais ou menos opulentos, seria praticamente impossível achar diferenças entre os que ali jazem. Uma interessante pergunta que podemos nos fazer é: que diferença fará, daqui a cem anos, se tivemos bons carros ou andávamos de ônibus, se vestíamos roupas caras ou não... que diferença fará? Mas agora faz diferença. Hoje temos a oportunidade de repartirmos as bênçãos que de Deus temos recebido.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
(Leia 2 Co 8.1-6)
Nestas Eleições, esperamos que os eleitos sejam verdadeiros representantes do povo e sejam generosos para com os pobres.
A Generosidade é uma virtude cristã que vem pela graça de Deus
Quem de nós consegue reunir bens em abundância, devemos reconhecer que os bens que reunimos não são totalmente santos. Devemos lembrar que somos pecadores e que tudo o que produzimos, por mais honestos e éticos que tentemos ser, continuam sendo obras de pecadores e somente pela graça de Deus é que podem ser aceitos como oferta santificada.
Somos ensinados que “(...) o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1Tm 6.10) e o Senhor nos recomenda: “(...) das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos.” (Lc 16.9)
Em 2 Co 8.1-6 notamos três fatos sobre a generosidade:
I – A generosidade é uma graça que supera qualquer dificuldade (1-4)
Não precisa ser rico para ser generoso. A Igreja de Macedônia era composta de pessoas muito pobres e ainda passavam por perseguições devido à fé. Mesmo assim rogaram que tivessem a graça de poder contribuir para suprir o alimento aos que eram mais pobres ainda, os irmãos que passavam fome na Judéia.
II – A generosidade é uma graça que às vezes é extrema (5)
Paulo testemunha dos macedônios que “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus;”
Isto nos lembra a história da viúva pobre citada em Mc 12.42-44, que segundo Jesus “depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.”
A alguns, Jesus recomendou: “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome,” (Lucas 12.33), e ele próprio foi exemplo quando “(...) se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,” (Gálatas 1.4)
III – A generosidade é uma graça que é notada e imitada (6)
O exemplo dos macedônios os “levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete esta graça” entre os coríntios.
A generosidade que leva uma mulher, por exemplo, a ser submissa a um marido não tão generoso, pode levá-lo a ser ganho para Cristo, como diz 1Pedro 3.1: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa,”.
O próprio Criador usou a generosidade como meio de ser notado, pois “não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria.” (Atos 14.17)
Sejamos, pois generosos conforme o exemplo de nosso Senhor, “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.” (2 Coríntios 8.9)
“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” E “(...) enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gálatas 6.9,10)
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