quinta-feira, 9 de abril de 2015
ESPÍRITOS
(Leia Mc 1.23-28)
Os espíritos imundos estão no mundo, tentando cegar o entendimento das pessoas, para que não creiam no evangelho e se convertam. No tempo em que Jesus exerceu seu ministério terreno, já era assim. Os espíritos imundos não respeitavam limites, pois tomavam posse de homens, entravam nas sinagogas, colocavam em dúvida as verdades de Deus.
Quando Jesus entrou na sinagoga de Cafarnaum, para ensinar, havia um homem, movido por um espírito imundo, tentando atrapalhar a reunião. Ele estava “infiltrado” entre aqueles que buscavam conhecer a palavra de Deus. Será que ele tinha o hábito de ir lá? Quantas palavras já teria dito em muitas reuniões, procurando desviar o povo das verdades que as escrituras tinham a dizer! Fomos alertados para o fato de que os espíritos imundos atuam nas congregações, quando Jesus contou a parábola do joio e do trigo, e das aves do céu que se aninhavam nos ramos da árvore do Reino, e do fermento escondido na farinha que produzia o pão (Mt 13.24-33).
Quando Jesus entrou, o espírito imundo percebeu a ameaça, e logo o confrontou. Mas, estranhamente, não tentou blasfemar contra ele. Usou, antes, outra estratégia, procurou aparentar sabedoria. Disse uma verdade: que Jesus é o Santo de Deus. Disse, porém, de forma que chamasse a atenção para si, iniciando sua afirmação com a frase: “bem sei” ou, como poderia ter sido traduzido: “eu vejo”. Falando desta forma, a ênfase recai, não sobre o que ele dizia, mas sobre quem dizia, ostentando-se, assim, como uma pessoa que sabe das coisas, que tem uma grande percepção.
É interessante notar que Pedro, falando pelos apóstolos, possivelmente na mesma ocasião (vide Jo 6.59,65,69,70), disse as mesmas palavras que o espírito imundo: “tu és o santo de Deus”. Mas Pedro não foi repreendido por Jesus, porque dizia algo que lhe foi revelado pelo espírito de Deus, como também em Mt 16.17, quando confessa que Jesus é o Cristo. Nesta ocasião, Jesus disse que Simão Pedro era bem-aventurado, porque quem lhe revelou foi o Pai que está nos céus.
Quando o espírito imundo pergunta: “vieste para perder-nos (banir-nos)?”, lançava dúvidas sobre os ouvintes. É como no caso em que tentou Eva, no Éden, distorcendo a ordem de Deus: “não comereis de toda árvore do jardim?”. Porque ainda não era o tempo de Jesus banir os espíritos imundos, eles sabiam, mas queriam lançar dúvidas sobre os ouvintes e, se possível fora, sobre o próprio Jesus. Os que estavam na sinagoga podiam pensar: “não seria bom se eles fossem banidos neste momento?” Mas isto significaria o reino fora do tempo, como os judeus queriam: libertação dos inimigos, mas sem conversão.
Quando recebeu a ordem de deixar aquele homem, o espírito não tinha outra opção senão obedecer, mas aproveitou-se da situação, procurando sair “em grande estilo”, fazendo espetáculo, de forma que a atenção do povo se voltou para o poder que os demônios tinham para atormentar um homem, e sobre o poder que Jesus tinha para expulsar demônios. Ora, Jesus queria que o povo buscasse cura para sua doença espiritual. Mas o espírito imundo tinha interesse em dar outra fama a Jesus, para atrapalhar o seu trabalho. Enquanto estava ocupado em curar e expulsar demônios, a mensagem do evangelho era postergada. Em Mc 1.45 vemos que a fama impediu Jesus de entrar publicamente nas cidades. Lc 5.16 diz que ele se retirava para lugares solitários e orava.
Ainda hoje os espíritos imundos estão trabalhando para cegar os homens, para que não se arrependam e, assim, não sejam salvos. Os lugares em que os cristãos se reúnem, hoje, para estudar a palavra de Deus, não são chamados sinagogas, e sim igrejas. Em Apocalipse tomamos conhecimento de que existem sinagogas controladas por Satanás (Ap 2.9; 3.9). É possível que igrejas, hoje, também sejam controladas por espíritos imundos. A Bíblia afirma que nós, os que nascemos de novo, temos o Espírito de Deus habitando em nosso corpo, mas também nos adverte para não entristecermos o Espírito (Ef 4.30), e para fugirmos da impureza (1Co 6.18), em respeito ao Espírito que habita neste santuário, que é o nosso corpo. Devemos, então, ficar atentos: outros espíritos concorrem com o Espírito Santo para assumirem o controle do que fazemos por intermédio do nosso corpo. Até o nosso próprio espírito, que é pecaminoso, nos induz ao pecado, e também não estamos imunes às influências dos espíritos imundos. Quando estivermos diante da próxima tentação, vamos nos perguntar: qual é o espírito que está nos induzindo a agir? A qual espírito vamos, finalmente, dar ouvidos?
domingo, 5 de abril de 2015
A RESSURREIÇÃO E A NOSSA FÉ
(Leia Lucas 24.1-12)
A Bíblia nos diz que “a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêm” (Hb 11.1). “A ciência biológica nos diz que a fé é o resultado de interconexão de diversas regiões cerebrais. Foi demonstrado que orações repetidas diminuem os batimentos cardíacos e o ritmo da respiração, baixam a pressão sanguínea e reduzem a velocidade das ondas cerebrais” (Profª. Célia Maria Dias Madruga – Jornal CRMPB – edição 63 – julho/ago 2005).
A fé, por si mesma, tem muito poder, mas a fé que está firmada na verdade da Palavra de Deus é a que mais importa, porque tem poder para nos abrir o caminho da salvação eterna.
No texto sugerido para leitura, nós vemos que as mulheres foram, alta madrugada, ao túmulo de Jesus, levando aromas para cuidar do seu corpo. Uma coisa, porém, certamente as incomodava: como entrariam, se havia uma enorme pedra, pesando cerca de duas toneladas, fechando a entrada? O que me deixa admirado é o fato de que elas não ficaram inertes diante deste obstáculo. Corriam o risco de perder a viagem, o tempo, os caros aromas, mas foram assim mesmo, demonstrando um tipo de fé que eu chamarei de “fé que age”.
Será que nós também temos este tipo de fé? Uma fé que nos leva a agirmos, mesmo diante de uma situação desencorajadora? Nós vamos à Igreja, esforçando-nos para chegarmos no horário, mesmo sabendo que, provavelmente a igreja estará vazia? Nós criamos coragem e falamos de Cristo para alguém que, muito provavelmente, vai nos rejeitar, assim como à mensagem que pregamos? Este é um tipo de fé que é bom termos: a fé que age.
Continuando a leitura do texto, nós vemos que Deus as recompensou por sua fé. Ao chegarem, a pedra já estava removida. Mas não puderam fazer o trabalho a que se propuseram, pois o corpo de Jesus não estava mais lá. Perplexas a respeito do ocorrido, foram orientadas por dois anjos a buscarem um segundo tipo de fé: A “fé que se lembra” das palavras do Senhor. Elas precisavam lembrar do que o Senhor tinha dito desde o começo: que, depois de padecer pelos nossos pecados, ressuscitaria. Este tipo de fé depende muito de nossa mente, criada por Deus, a qual pode guardar uma quantidade praticamente infinita de informações. Como estamos usando esta maravilhosa ferramenta? Quais informações temos guardado nesta gigantesca memória? Aqui em nossa Igreja Bíblica de São José do Rio Preto, todos os sábados, às três da tarde, nos reunimos para as atividades do clube OANSE, onde incentivamos as crianças a memorizar a Palavra de Deus; os que estão se preparando para o batismo, se esforçam para decorar sete versículos, que acompanham os “sete passos para a salvação”; quando alguns de nós estudamos, no IBE, o curso de “evangelização pessoal”, fomos levados a decorar 50 versículos. Estas atividades são boas, saudáveis, nos ajudam a lembrar das palavras do Senhor, para que também tenhamos este tipo de fé.
Saindo do túmulo, as mulheres correram para contar aos apóstolos tudo o que tinha acontecido. Eles não acreditaram, acharam que era um delírio. Mas Pedro, neste momento, revelou um terceiro tipo de fé: a “fé que investiga”, que verifica se as coisas são de fato como se tem dito. Ele correu ao sepulcro, viu o túmulo vazio, e os lençóis de linho que antes envolviam o corpo do Senhor. Esta fé recebeu recompensa, pois, como podemos ver em Lc 24.34, o Senhor apareceu a Simão Pedro, provavelmente no retorno desta corrida. Este tipo de fé encontramos também nos bereanos, habitantes de uma cidade ao sul de Tessalônica, os quais, segundo At 17.11, examinaram as escrituras para confirmar a pregação de Paulo. Lewis Wallace, escritor do livro que inspirou o filme Ben-Hur, livro que teve sua primeira edição no ano de 1880, começou a fazer uma pesquisa para provar que Jesus Cristo nunca existiu. Depois de dois anos de pesquisa, ele se convenceu, não só de que Jesus era um personagem histórico, mas de que era realmente o Filho de Deus, e abriu seu coração totalmente para Cristo. Simon Greenleaf, jurista e professor da Universidade Harvard, autor da obra de três volumes intitulada Treatise on the Law of Evidence (Um Tratado da Lei da Evidência), publicada entre 1842 e 1853, também investigou a veracidade histórica da ressurreição de Cristo, chegando à conclusão de que qualquer pessoa, examinando honestamente, como num tribunal, o fato da ressurreição, reconheceria que ela está amplamente provada.
Investigar, conferir, averiguar, nem sempre denotam falta de fé, mas podem indicar o contrário.
Que nós possamos crer na ressurreição de Jesus e desenvolver, em nossas vidas, pelo menos estes três tipos de fé: a fé que age, mesmo em circunstâncias desencorajadoras, a fé que se lembra das palavras do Senhor, e a fé que investiga para ver se, de fato, as coisas são como foram ditas, e junto com isso, atendermos à recomendação: “desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12).
Algumas fontes consultadas:
http://www.portalmedico.org.br/Regional/crmpb/jornalcrmpb/ano2005/jul-ago/fe_medic.htm – Acesso em 04/04/2015
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lew_Wallace – Acesso em 04/04/2015
http://en.wikipedia.org/wiki/Testimony_of_the_Evangelists – Acesso em 04/04/2015
(Leia Lucas 24.1-12)
A Bíblia nos diz que “a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêm” (Hb 11.1). “A ciência biológica nos diz que a fé é o resultado de interconexão de diversas regiões cerebrais. Foi demonstrado que orações repetidas diminuem os batimentos cardíacos e o ritmo da respiração, baixam a pressão sanguínea e reduzem a velocidade das ondas cerebrais” (Profª. Célia Maria Dias Madruga – Jornal CRMPB – edição 63 – julho/ago 2005).
A fé, por si mesma, tem muito poder, mas a fé que está firmada na verdade da Palavra de Deus é a que mais importa, porque tem poder para nos abrir o caminho da salvação eterna.
No texto sugerido para leitura, nós vemos que as mulheres foram, alta madrugada, ao túmulo de Jesus, levando aromas para cuidar do seu corpo. Uma coisa, porém, certamente as incomodava: como entrariam, se havia uma enorme pedra, pesando cerca de duas toneladas, fechando a entrada? O que me deixa admirado é o fato de que elas não ficaram inertes diante deste obstáculo. Corriam o risco de perder a viagem, o tempo, os caros aromas, mas foram assim mesmo, demonstrando um tipo de fé que eu chamarei de “fé que age”.
Será que nós também temos este tipo de fé? Uma fé que nos leva a agirmos, mesmo diante de uma situação desencorajadora? Nós vamos à Igreja, esforçando-nos para chegarmos no horário, mesmo sabendo que, provavelmente a igreja estará vazia? Nós criamos coragem e falamos de Cristo para alguém que, muito provavelmente, vai nos rejeitar, assim como à mensagem que pregamos? Este é um tipo de fé que é bom termos: a fé que age.
Continuando a leitura do texto, nós vemos que Deus as recompensou por sua fé. Ao chegarem, a pedra já estava removida. Mas não puderam fazer o trabalho a que se propuseram, pois o corpo de Jesus não estava mais lá. Perplexas a respeito do ocorrido, foram orientadas por dois anjos a buscarem um segundo tipo de fé: A “fé que se lembra” das palavras do Senhor. Elas precisavam lembrar do que o Senhor tinha dito desde o começo: que, depois de padecer pelos nossos pecados, ressuscitaria. Este tipo de fé depende muito de nossa mente, criada por Deus, a qual pode guardar uma quantidade praticamente infinita de informações. Como estamos usando esta maravilhosa ferramenta? Quais informações temos guardado nesta gigantesca memória? Aqui em nossa Igreja Bíblica de São José do Rio Preto, todos os sábados, às três da tarde, nos reunimos para as atividades do clube OANSE, onde incentivamos as crianças a memorizar a Palavra de Deus; os que estão se preparando para o batismo, se esforçam para decorar sete versículos, que acompanham os “sete passos para a salvação”; quando alguns de nós estudamos, no IBE, o curso de “evangelização pessoal”, fomos levados a decorar 50 versículos. Estas atividades são boas, saudáveis, nos ajudam a lembrar das palavras do Senhor, para que também tenhamos este tipo de fé.
Saindo do túmulo, as mulheres correram para contar aos apóstolos tudo o que tinha acontecido. Eles não acreditaram, acharam que era um delírio. Mas Pedro, neste momento, revelou um terceiro tipo de fé: a “fé que investiga”, que verifica se as coisas são de fato como se tem dito. Ele correu ao sepulcro, viu o túmulo vazio, e os lençóis de linho que antes envolviam o corpo do Senhor. Esta fé recebeu recompensa, pois, como podemos ver em Lc 24.34, o Senhor apareceu a Simão Pedro, provavelmente no retorno desta corrida. Este tipo de fé encontramos também nos bereanos, habitantes de uma cidade ao sul de Tessalônica, os quais, segundo At 17.11, examinaram as escrituras para confirmar a pregação de Paulo. Lewis Wallace, escritor do livro que inspirou o filme Ben-Hur, livro que teve sua primeira edição no ano de 1880, começou a fazer uma pesquisa para provar que Jesus Cristo nunca existiu. Depois de dois anos de pesquisa, ele se convenceu, não só de que Jesus era um personagem histórico, mas de que era realmente o Filho de Deus, e abriu seu coração totalmente para Cristo. Simon Greenleaf, jurista e professor da Universidade Harvard, autor da obra de três volumes intitulada Treatise on the Law of Evidence (Um Tratado da Lei da Evidência), publicada entre 1842 e 1853, também investigou a veracidade histórica da ressurreição de Cristo, chegando à conclusão de que qualquer pessoa, examinando honestamente, como num tribunal, o fato da ressurreição, reconheceria que ela está amplamente provada.
Investigar, conferir, averiguar, nem sempre denotam falta de fé, mas podem indicar o contrário.
Que nós possamos crer na ressurreição de Jesus e desenvolver, em nossas vidas, pelo menos estes três tipos de fé: a fé que age, mesmo em circunstâncias desencorajadoras, a fé que se lembra das palavras do Senhor, e a fé que investiga para ver se, de fato, as coisas são como foram ditas, e junto com isso, atendermos à recomendação: “desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12).
Algumas fontes consultadas:
http://www.portalmedico.org.br/Regional/crmpb/jornalcrmpb/ano2005/jul-ago/fe_medic.htm – Acesso em 04/04/2015
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lew_Wallace – Acesso em 04/04/2015
http://en.wikipedia.org/wiki/Testimony_of_the_Evangelists – Acesso em 04/04/2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
ESTÁ FALTANDO ALGO
(Leia Mc 1.14-22)
Quando Deus criou o homem e a mulher, olhou sua criação e viu que era muito bom. Mas o homem afastou-se de Deus e por isso agora está sempre em falta perante ele, o criador. Deus não está contente com a humanidade. Em sua primeira vinda, Jesus foi a voz de Deus para dizer ao homem que, para agradá-lo, ainda lhe faltava alguma coisa. No texto sugerido para leitura, ao observar a humanidade, em três situações Jesus notou que faltava algo:
1ª SITUAÇÃO: AO POVO FALTAVA ARREPENDIMENTO E FÉ (14,15)
O povo andava em trevas. Fazia, talvez, seus sacrifícios, ia às festas religiosas e frequentava as sinagogas. Outros não iam. Talvez estivessem já sem paciência por causa daqueles que se diziam religiosos mas eram, na verdade, hipócritas. Jesus viu este povo e soube que precisava se arrepender, e crer no evangelho. Como diria Paul Washer, “é verdade que quando nós ouvimos o Evangelho, tem que haver um momento na nossa história, no qual nós nos arrependemos e cremos; e (…) a evidência de que você se arrependeu uma vez no passado, é que você continua se arrependendo hoje. E a evidência de que um dia você creu para salvação, é que você continua crendo hoje.” (*)
2ª SITUAÇÃO: AOS FUTUROS APÓSTOLOS, FALTAVA ABANDONAR TUDO E SEGUIR JESUS (16-20)
Simão Pedro e André, Tiago e João (pelo menos dois deles) eram discípulos de João Batista, já estavam buscando o caminho do Senhor. Já tinham se arrependido e crido no evangelho de João Batista. Mas foram chamados por Deus para uma obra especial, e para servir nesta obra, lhes faltava uma coisa: abandonar tudo e seguir Jesus. Mais tarde, o Mestre ainda disse que “(…) Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.” (Lc 9.62)
3ª SITUAÇÃO: AOS ESCRIBAS, FALTAVA AUTORIDADE (21,22)
Jesus entrou na sinagoga para ensinar, e provavelmente ouviu as preleções dos escribas, que tinham muito conhecimento das escrituras, mas ensinavam de maneira formal e superficial, sem atingir o problema das pessoas em seu dia a dia. Então ele ensinou, falando ao coração dos seus ouvintes, mostrando que entendia o que se passava em suas mentes, e provocando neles admiração, pois “ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”.
Para o educador Paulo Freire, “a falta de qualificação profissional e competência faz com que o professor perca a autoridade diante da sala de aula, pois sem os subsídios acadêmicos e preparos adequados para o ensino, a educação proposta não será possível.” (**). Os educadores cristãos, além de qualificação e competência, devem ter uma vida transparente e santa, sob a pena de não conquistarem ou perderem sua autoridade.
Concluindo nossa meditação, lembremos de que uma vez certo homem perguntou a Jesus: “que farei para herdar a vida eterna?” e recebeu como resposta: “(...) Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe.” Então o homem protestou: “tudo isso tenho observado desde a minha juventude.” “E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta (...)” (Mc 10.17-21)
Jesus está olhando para mim e para você neste momento. O que ele diria? O que é que nos falta? Falta arrependermo-nos e crermos no evangelho? Falta andar de acordo com a fé que professamos? Terá o Senhor nos chamado para uma obra, e falta deixarmos as coisas do mundo para o servirmos integralmente? Falta-nos qualificação ou moral para dizermos às pessoas: “arrependam-se e creiam no evangelho”? Que possamos, hoje, responder a estas e outras perguntas, e sermos completos para o Senhor, nada nos faltando para agradá-lo.
“Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tiago 1.4)
( *) Paul Washer - transcrição da pregação proferida na manhã do dia 4 de março de 2014, Na 16ª Conferência Consciência Cristã – VINACC. João Pessoa–PB, Brasil – disponível em http://oestandartedecristo.com/2014/03/08/arrependei-vos-e-crede-no-evangelho-paul-david-washer/ - Acesso em 27/03/2015
(**) Pedagogia da Autonomia - Resenha Crítica Por: Nadine Comaneci Barros Mota, disponível em http://www.isepnet.com.br/website/fala_professor/artigos/RESENHA_PEDAGOGIA_AUTONOMIA.pdf - Acesso em 27/03/2015
(Leia Mc 1.14-22)
Quando Deus criou o homem e a mulher, olhou sua criação e viu que era muito bom. Mas o homem afastou-se de Deus e por isso agora está sempre em falta perante ele, o criador. Deus não está contente com a humanidade. Em sua primeira vinda, Jesus foi a voz de Deus para dizer ao homem que, para agradá-lo, ainda lhe faltava alguma coisa. No texto sugerido para leitura, ao observar a humanidade, em três situações Jesus notou que faltava algo:
1ª SITUAÇÃO: AO POVO FALTAVA ARREPENDIMENTO E FÉ (14,15)
O povo andava em trevas. Fazia, talvez, seus sacrifícios, ia às festas religiosas e frequentava as sinagogas. Outros não iam. Talvez estivessem já sem paciência por causa daqueles que se diziam religiosos mas eram, na verdade, hipócritas. Jesus viu este povo e soube que precisava se arrepender, e crer no evangelho. Como diria Paul Washer, “é verdade que quando nós ouvimos o Evangelho, tem que haver um momento na nossa história, no qual nós nos arrependemos e cremos; e (…) a evidência de que você se arrependeu uma vez no passado, é que você continua se arrependendo hoje. E a evidência de que um dia você creu para salvação, é que você continua crendo hoje.” (*)
2ª SITUAÇÃO: AOS FUTUROS APÓSTOLOS, FALTAVA ABANDONAR TUDO E SEGUIR JESUS (16-20)
Simão Pedro e André, Tiago e João (pelo menos dois deles) eram discípulos de João Batista, já estavam buscando o caminho do Senhor. Já tinham se arrependido e crido no evangelho de João Batista. Mas foram chamados por Deus para uma obra especial, e para servir nesta obra, lhes faltava uma coisa: abandonar tudo e seguir Jesus. Mais tarde, o Mestre ainda disse que “(…) Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.” (Lc 9.62)
3ª SITUAÇÃO: AOS ESCRIBAS, FALTAVA AUTORIDADE (21,22)
Jesus entrou na sinagoga para ensinar, e provavelmente ouviu as preleções dos escribas, que tinham muito conhecimento das escrituras, mas ensinavam de maneira formal e superficial, sem atingir o problema das pessoas em seu dia a dia. Então ele ensinou, falando ao coração dos seus ouvintes, mostrando que entendia o que se passava em suas mentes, e provocando neles admiração, pois “ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”.
Para o educador Paulo Freire, “a falta de qualificação profissional e competência faz com que o professor perca a autoridade diante da sala de aula, pois sem os subsídios acadêmicos e preparos adequados para o ensino, a educação proposta não será possível.” (**). Os educadores cristãos, além de qualificação e competência, devem ter uma vida transparente e santa, sob a pena de não conquistarem ou perderem sua autoridade.
Concluindo nossa meditação, lembremos de que uma vez certo homem perguntou a Jesus: “que farei para herdar a vida eterna?” e recebeu como resposta: “(...) Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe.” Então o homem protestou: “tudo isso tenho observado desde a minha juventude.” “E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta (...)” (Mc 10.17-21)
Jesus está olhando para mim e para você neste momento. O que ele diria? O que é que nos falta? Falta arrependermo-nos e crermos no evangelho? Falta andar de acordo com a fé que professamos? Terá o Senhor nos chamado para uma obra, e falta deixarmos as coisas do mundo para o servirmos integralmente? Falta-nos qualificação ou moral para dizermos às pessoas: “arrependam-se e creiam no evangelho”? Que possamos, hoje, responder a estas e outras perguntas, e sermos completos para o Senhor, nada nos faltando para agradá-lo.
“Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tiago 1.4)
( *) Paul Washer - transcrição da pregação proferida na manhã do dia 4 de março de 2014, Na 16ª Conferência Consciência Cristã – VINACC. João Pessoa–PB, Brasil – disponível em http://oestandartedecristo.com/2014/03/08/arrependei-vos-e-crede-no-evangelho-paul-david-washer/ - Acesso em 27/03/2015
(**) Pedagogia da Autonomia - Resenha Crítica Por: Nadine Comaneci Barros Mota, disponível em http://www.isepnet.com.br/website/fala_professor/artigos/RESENHA_PEDAGOGIA_AUTONOMIA.pdf - Acesso em 27/03/2015
sábado, 28 de fevereiro de 2015
A IGREJA BEM EDIFICADA
(leia 2Co 12.19-21)
PAULO ORAVA E TRABALHAVA PARA A EDIFICAÇÃO DA IGREJA
ELE SABIA QUE PARA HAVER EDIFICAÇÃO, É PRECISO HAVER INSTRUÇÃO, por isso falava “em Cristo, perante Deus”, coisas que eles precisavam entender. O motivo pelo qual estava falando de suas glórias, comparando suas credenciais com as falácias dos falsos mestres, não era uma questão apenas de defender-se, (v. 19).
Provérbios 29:18 diz: “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.”
Vejamos uma história que ilustra o quanto a instrução, ainda que básica, é importante: “Cinco anos atrás, o Pastor Rasiya Damore era analfabeto e incapaz de ler a Bíblia. Após participar de um programa de alfabetização de adultos, elaborado pela Portas Abertas, ele se tornou um dos 350 adultos, no distrito Jhabua, (…) Nessa região, é comum que as pessoas enganem e levem vantagem sobre os analfabetos. "Aqueles que fazem empréstimos são muitas vezes enganados e recebem o pagamento com um valor menor do que o que está escrito no recibo", Rasiya explica. De acordo com o coordenador de alfabetização deste projeto, uma ênfase é ensinar aos alunos como contar dinheiro, para que eles possam verificar os seus salários, sozinhos.”
https://www.portasabertas.org.br/noticias/2014/08/3256309 Acessado em 24/02/2015.
Portanto, não há dúvida de que para que haja edificação, é necessário haver instrução.
MAS APENAS INSTRUÇÃO NÃO BASTA, PORQUE, PARA QUE HAJA EDIFICAÇÃO, TAMBÉM É PRECISO HAVER PAZ (v. 20)
Marcos 3:25 diz:“se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir.”
Paulo temia que, em vez de apenas gozar da alegria de estar novamente em sua companhia, tivesse que repreendê-los por encontrar entre eles “contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos”, o que lhes tiraria a paz.
Nos Estados Unidos, no século 19, houve uma contenda que dividiu o país em dois, a parte do norte queria a libertação dos escravos, e a parte do sul, não. Este conflito acabou se tornando numa guerra civil. Nesta época Abraham Lincoln, quando ainda era candidato ao senado, proferiu um discurso que ficaria conhecido como o “discurso da casa dividida”, baseado nas palavras de Jesus, de que uma casa dividida contra si mesma não subsistiria.
O conflito finalmente foi resolvido, infelizmente não de forma pacífica, mas a nação voltou a se unir, e assim foi edificada na forma que se vê hoje.
Instrução e paz são necessárias, mas ainda há outra necessidade.
PARA QUE HAJA EDIFICAÇÃO É PRECISO HAVER PUREZA (v. 21)
“Jeca era um caipira de aparência desleixada, com a barba pouco densa, calcanhares sempre desnudos, portanto rachados, pois ele detestava calçar sapatos. Miserável, detinha somente algumas plantações de pouca monta, apenas para sua sobrevivência. Perto de sua habitação havia um pequeno riacho, no qual ele podia pescar. Sem cultura, ele não cultivava de forma alguma os necessários hábitos de higiene. (…) A vida de Jeca muda radicalmente. Ele se cura, volta a trabalhar, reduz a bebida, sua pequena plantação prospera e o trabalhador se torna um homem honrado pelas outras pessoas. A família Tatu agora só anda calçada e, portanto, saudável.”
http://www.infoescola.com/biografias/jeca-tatu/ Acessado em 25/02/2015
Assim como Jeca Tatu, este personagem típico brasileiro, só progrediu na vida depois que compreendeu a necessidade da higiene, mudando seus hábitos, assim também nós precisamos atentar para a necessidade de guardamos uma vida pura, diante de Deus e dos homens. Assim como bactérias e vírus invisíveis e imperceptíveis podem nos fazer adoecer e morrer, também os vírus e bactérias espirituais, embora às vezes pareçam insignificantes, podem nos destruir, e impedir a nossa edificação. Paulo nos adverte em outro lugar: “eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem.” (1 Co 11.30).
Portanto Paulo queria dar-lhes instrução, e exortá-los a buscar a paz entre si, e que se arrependessem da impureza, prostituição e lascívia que estavam praticando. Vamos nós fazer o que é necessário à edificação, para a glória de Deus.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
(LEIA 2Co 12.11-21)
PAULO E SEUS COLABORADORES CONSTRUÍRAM UM BOM TESTEMUNHO DIANTE DAS IGREJAS E COMUNIDADES.
VEJAMOS NESTE TEXTO ALGUMAS MANEIRAS PELAS QUAIS ESTE BOM TESTEMUNHO FOI CONSTRUÍDO:
I – DEMONSTRAÇÕES DE CAPACIDADE (11,12)
Paulo diz que suas credenciais foram manifestas à igreja de Corinto, por sinais, prodígios e poderes miraculosos. E nós, que não temos estes poderes, como podemos demonstrar nossa capacidade?
Muitas pessoas querem exercer um ministério de pastor ou missionário, mas não têm capacidade. Para que o ministério seja bem executado, é necessário preparar-se e mostrar à comunidade que cumpre as exigências para tal obra. Timóteo (At 16.1-3) foi escolhido por Paulo para acompanhá-lo no ministério do apostolado. A escolha se deu porque este discípulo tinha bom testemunho das cidades de Listra e Icônio. Ainda assim, para que não ficasse nenhuma dúvida, Paulo exigiu que fosse circuncidado, porque seu pai era grego, embora sua mãe fosse judia, e Timóteo ia exercer seu ministério primeiramente entre os judeus nas cidades do Império.
Um exemplo de demonstração de capacidade é o do missionário chamado Valteir, que preparou-se, estudando teologia no IBE (Araçatuba-SP) e linguística na Universidade Federal de Santa Catarina, e foi trabalhar entre o povo Dâw. Seu trabalho, junto com outros missionários, usando os dons espirituais, conhecimentos e técnicas aprendidos nas faculdades, resultaram no resgate daquele povo, como se vê no vídeo disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=1GvSjKhjXiM. Hoje o resultado deste trabalho o credencia para que seja aceito em outros lugares, para expandir o reino de Deus (Valteir fez depois doutorado em linguística, além de outros cursos, e hoje é professor na Universidade Estadual do Amazonas).
II – DEMONSTRAÇÕES DE AMOR
Paulo tinha bom testemunho por causa de seu amor sem limites. O amor de Paulo pela igreja era pra valer. Além de fazer de tudo para não lhes ser pesado, estava disposto até a entesourar riquezas para eles, como um pai faria com seus filhos. Nossa igreja Bíblica de São José do Rio Preto tem sido amada assim, também, por nosso pastor missionário, que, como Paulo, além de não receber sustento ainda tem nos doado bens e recursos.
Quem tem amor sincero, não procura seus próprios interesses. Um missionário bem treinado sabe que as necessidades no campo vão além das espirituais. Por isso aprendem noções de primeiros socorros, alfabetização, e contam com o apoio das igrejas para suprir necessidades básicas do povo a ser evangelizado.
No início da Igreja, uma das primeiras ações dos novos convertidos era vender seus bens e dar aos apóstolos para que estes distribuíssem aos pobres conforme tivessem necessidade. (At 2.44,45; 4.32-37). Lembremos que, pouco antes, Paulo fez um apelo para que fossem generosos na doação aos santos que estavam em dificuldades. Parece que Corinto era um passo para a igreja moderna, em que se retem, sim, os bens, para doar conforme Deus toca no coração.
III – DEMONSTRAÇÕES DE INTEGRIDADE
Ironicamente, Paulo levanta a possibilidade de ele ter sido astuto, e de tentar conseguir algum proveito através dos obreiros que enviou à igreja. Lança então um desafio: Tito vos explorou? Confiava em Tito a ponto de ter a certeza que a resposta seria negativa. E se Tito tivesse explorado a igreja? Tudo o que Paulo disse cairia por terra. Por isso a mensagem do evangelho deve ser acompanhada de uma vida íntegra, para que o bom testemunho seja autenticador da mensagem.
Numa reportagem publicada em 17/07/2012 na Folha Online, o repórter diz que na Igreja Yoido do Evangelho Pleno, na Coréia do Sul, “A estrutura tamanho família da Igreja conta com estantes forradas de envelopes com o nome de doadores. No hall de entrada há caixas eletrônicos para sacar dinheiro.” http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2012/07/1121226-igreja-pentecostal-tem-crescimento-veloz-na-coreia-do-sul.shtml Acessado em 20/02/2015
O reverendo Yonggi Cho, fundador da Igreja, em 2014, “ foi considerado culpado de causar um desfalque no valor cerca de 13 milhões de wons (equivalente a 12 milhões de dólares, ou cerca de 9 milhões de euros) em 2002, ao ordenar à tesouraria que comprasse ações da empresa de seu filho, Cho Hee –jun, a um preço quatro vezes maior que o valor de mercado.” http://www.pulpitocristao.com/2014/02/paul-young-cho-pastor-da-maior-igreja.html#.VOfia3zF_rQ Acessado em 20/02/2015
Há muitos que defendem o reverendo, dizendo que ele, hoje com 79 anos, sempre levou uma vida simples, e que se houve má-fé no caso do desfalque à Igreja foi por ter sido enganado por seu filho, este sim, de caráter duvidoso.
Pode ser que isto tenha explicação plausível, mas a imagem que fica registrada para os que observam de longe, é a de que tem alguma coisa errada na administração da riqueza proveniente dos fiéis. Um pastor deve tomar o máximo de cuidado com este tipo de relação, e foi o que Paulo fez, por exemplo, no caso em que se tornou um dos portadores das doações para os santos da judéia (2Co 8.16-22).
APLICAÇÕES:
Vamos utilizar nossos dons e talentos e esforçarmo-nos para que em nada sejamos inferiores a todos os que se chamam mestres.
Pensemos em como podemos ser úteis e ajudar as pessoas que queremos evangelizar.
Não cobicemos seus bens, caso eles os tenham. O amor do dinheiro é a raiz de todos os males. Cuidemos com nosso testemunho, sejamos íntegros em nosso procedimento, honrando nossas obrigações.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
(leia 2 Co 11.30-12.10)
AS TRÊS FRAQUEZAS DO CRISTÃO
I - FALTA DE SOSSEGO (11.30-33)
Paulo, ao se converter, não teve mais sossego. Estava sempre buscando um lugar para evangelizar, ou fugindo das perseguições. Teve que sair de Damasco escondido e às pressas, com certeza levando apenas a roupa do corpo, sem saber para onde ou como iria. Quando recebemos a Cristo, estamos também declarando nossa fraqueza. Estamos nos rendendo ao Deus que nos criou e nos declara que nada somos sem ele. Ele nos diz que somos pecadores, que merecemos a morte, mas que, em seu amor, Cristo morreu por nós. Ao nos rendermos, somos seus prisioneiros, e seguiremos para onde ele nos conduzir. Não sabemos como nem para onde. Só temos a certeza de que teremos que deixar muita coisa para trás e seguir a Jesus. Na vida cristã não temos descanso. O descanso será no céu, começando com as bodas do Cordeiro. Aqui, porém, ele tem um trabalho para nós realizarmos. Além disso, temos um “leão” nos perseguindo, procurando nos devorar. Por isso passamos por tribulações, e Deus tem dado alguma liberdade ao nosso inimigo, em sua soberana sabedoria. Sabemos muito pouco sobre as coisas que acontecem nas “regiões celestiais”, mas um dos motivos para ele permitir que sejamos perseguidos, certamente é que precisamos aprender a obediência. Por isso não temos tudo o que queremos. Por isso as coisas não são tão fáceis como desejamos. Às vezes estou fazendo uma coisa difícil e meu filho ou minha esposa me perguntam: “não é mais fácil pagar para alguém fazer?” Sim, é mais fácil, mas não é questão de ser mais fácil, e sim da necessidade da economia ou da falta de fundos. Muitas vezes Deus vai permitir que nos faltem fundos, que falte colaboração, que falte compreensão, que falte saúde, que falte o sossego, porque ele quer nos aperfeiçoar em nossa fraqueza.
II - A FALTA DE ARGUMENTOS (12.1-6)
Estamos sempre na defensiva. Às vezes alguém nos faz uma pergunta e nos ofendemos. Temos muitas desculpas para encobrir nossas falhas. Podemos alegar desconhecimento, doença, sobrecarga, podemos dizer que há outros piores do que nós. Temos também uma tendência a competir quando alguém nos fala, por exemplo: “olha, minha casa está sempre limpinha, mas a sua está uma bagunça”; nós normalmente respondemos algo parecido com: “para você é fácil, que não tem filhos. Quero ver se você tivesse quatro crianças como eu”. Gostamos, também, de nos gabar: “eu comecei do nada e hoje tenho muitas riquezas, consegui tudo com o esforço do meu trabalho”.
Paulo tinha ouvido coisas inefáveis, coisas que não podia falar. Quantas vezes pensamos em nosso íntimo: “se esta pessoa soubesse o quanto já sofri para estar onde eu estou, não me trataria desta maneira”. Guardamos segredos que talvez nunca outras pessoas saberão. Só nós e Deus sabemos. Como gostaríamos de poder falar abertamente sobre certas coisas, pois calaria a boca de muita gente que nos critica, mas não podemos. Alguma coisa nos impede de falar. Se algumas pessoas soubessem o quanto as queremos bem, o quanto oramos por elas, o quanto já fizemos por elas em segredo! Mas não podemos falar. Se algumas pessoas soubessem que sabemos segredos de sua vida, que elas nem imaginam que sabemos, talvez fossem menos soberbas. Mas tem coisas que só serão reveladas no céu. Deus nos revela coisas das quais não temos oportunidade ou somos proibidos de falar, ou que as pessoas não suportariam se falássemos. O cristão sabe coisas as quais as pessoas do mundo não acreditam quando ele fala.
Por isso precisamos falar também com nossas vidas, para que tenhamos credibilidade quando falarmos.
III - FALTA DE HONRA (12.7-10)
Certa vez alguém me perguntou se eu achava que um pastor devia ganhar bem. Eu pensei, e respondi que sim, porque ele estudou muito, fez uma faculdade de teologia, formou-se com muita dificuldade. Se fosse um engenheiro, um médico ou um advogado, as pessoas não fariam esse tipo de pergunta. Muitos se formaram numa faculdade teológica, com nível de dificuldade igual ou superior a muitas faculdades seculares, mas não têm seu diploma reconhecido pelo MEC. O governo não reconhece, e a sociedade não reconhece o valor de um curso de teologia, mas reconhece muito bem o valor de um curso de medicina. O médico cura uma doença temporária, mas o pastor é treinado para possibilitar a cura de doenças eternas. Qual tem mais peso? Conheço muitas pessoas formadas em teologia, e outros que, embora não tenham se formado numa faculdade teológica, têm vasto conhecimento bíblico. Porque estas pessoas não estão pastoreando uma igreja, ou exercendo o ministério entre povos indígenas, ou em países pobres: É porque não há necessidade? Não. É porque falta reconhecimento. Porque o mundo não reconhece, e os cristãos estão míopes quanto ao fato de que o mundo está errado em não dar a devida honra a estes tais que resolveram dedicar suas vidas para servirem ao Senhor.
Mas Deus tem permitido que esta fraqueza existisse entre os cristãos. Ele tem um propósito. Paulo tinha um espinho na carne. Não sabemos exatamente o que era, mas que este espinho na carne o impedia de se ensoberbecer, para que o único a ser glorificado com o seu trabalho fosse Deus. Ele quer que o sirvamos, sem pensar no galardão. Ele não nos abandona, não vai nos deixar faltar o que comer e o que vestir. Mas a recompensa virá somente quando estivermos no céu.
Sabendo que temos estas fraquezas, e que Deus tem um propósito para que isto seja assim, façamos como Paulo e sirvamos ao Senhor com todo o fervor, e alegremo-nos nas fraquezas, porque quando somos fracos, então é que somos fortes.
domingo, 2 de novembro de 2014
(Leia 2 Co 9.1-6)
No dia de finados podemos nos fazer uma pergunta: estamos preparados para quando chegar o nosso dia? E para viver, estamos preparados? Precisamos nos preparar para não ficarmos envergonhados, e
PARA QUE A NOSSA FAMA SE CONFIRME (1,2);
Os coríntios tinham uma fama que estimulava a muitos, então Paulo escreveu, apesar de afirmar que não era necessário, e ainda enviou três irmãos para que os preparassem, de forma que, na hora certa, fizessem jus à sua fama.
Os crentes têm a fama de serem bons, de se amarem uns aos outros, desde o início da Igreja, como podemos ver em Atos 2.47, quando contavam “com a simpatia de todo o povo”.
PARA QUE A EXPECTATIVA A NOSSO RESPEITO SE CONCRETIZE (3,4);
Paulo temia que, se estivessem desapercebidos, os coríntios não atendessem à expectativa que eles mesmos criaram a respeito da oferta aos necessitados da Judeia.
O mundo espera de nós que sejamos sempre sóbrios, firmes na fé, e quando precisarem de nós, estejamos à disposição.
Conforme Romanos 10.11, temos um Deus que não nos envergonha. Não envergonhemos, pois, ao nosso Deus.
PARA QUE POSSAMOS, NO FUTURO, COLHER MUITOS E BONS FRUTOS (5,6).
Os coríntios foram lembrados da “lei da semeadura”.
Nossos atos têm consequências eternas, para o bem ou para o mal. Nossa falta de ação também.
Pensamos que estamos preparados, mas quando chega a hora da angústia, podemos nos deparar com uma realidade bem diferente. Quantas pessoas de nosso convívio têm enfrentado verdadeiras tragédias, que vêm de repente, assoladoras. Nós também estamos sujeitos a tudo isto. Não sabemos o que virá amanhã.
Israel pensava que estava preparada, mas Deus alertou a nação através do profeta Amós (4.12): “Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.”
Jó pensava que estava preparado, mas depois de perder quase tudo que lhe era precioso, e a própria saúde, teve um encontro com Deus que o fez admitir: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42.5,6).
Os discípulos pensavam que estavam preparados, mas minutos antes de começarem os piores momentos de suas vidas, foram admoestados por Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41)
Estamos nós preparados? Jesus nos adverte: “(Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.)” ( Apocalipse 16:15)
Como se preparar? De muitas maneiras, mas hoje tenho pelo menos duas sugestões:
1. Quem ainda não o fez, no mínimo deve orar e confessar os seus pecados, afirmando a Deus que crê em Jesus, o qual morreu por nossos pecados, foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia. Que quer recebê-lo como Senhor, e ser eternamente grato por que ele é o seu Salvador.
2. Vigiar e orar, tendo um tempo diário com Deus em oração silenciosa, e leitura da Palavra de Deus.
“antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” (1 Pedro 3.15).
No dia de finados podemos nos fazer uma pergunta: estamos preparados para quando chegar o nosso dia? E para viver, estamos preparados? Precisamos nos preparar para não ficarmos envergonhados, e
PARA QUE A NOSSA FAMA SE CONFIRME (1,2);
Os coríntios tinham uma fama que estimulava a muitos, então Paulo escreveu, apesar de afirmar que não era necessário, e ainda enviou três irmãos para que os preparassem, de forma que, na hora certa, fizessem jus à sua fama.
Os crentes têm a fama de serem bons, de se amarem uns aos outros, desde o início da Igreja, como podemos ver em Atos 2.47, quando contavam “com a simpatia de todo o povo”.
PARA QUE A EXPECTATIVA A NOSSO RESPEITO SE CONCRETIZE (3,4);
Paulo temia que, se estivessem desapercebidos, os coríntios não atendessem à expectativa que eles mesmos criaram a respeito da oferta aos necessitados da Judeia.
O mundo espera de nós que sejamos sempre sóbrios, firmes na fé, e quando precisarem de nós, estejamos à disposição.
Conforme Romanos 10.11, temos um Deus que não nos envergonha. Não envergonhemos, pois, ao nosso Deus.
PARA QUE POSSAMOS, NO FUTURO, COLHER MUITOS E BONS FRUTOS (5,6).
Os coríntios foram lembrados da “lei da semeadura”.
Nossos atos têm consequências eternas, para o bem ou para o mal. Nossa falta de ação também.
Pensamos que estamos preparados, mas quando chega a hora da angústia, podemos nos deparar com uma realidade bem diferente. Quantas pessoas de nosso convívio têm enfrentado verdadeiras tragédias, que vêm de repente, assoladoras. Nós também estamos sujeitos a tudo isto. Não sabemos o que virá amanhã.
Israel pensava que estava preparada, mas Deus alertou a nação através do profeta Amós (4.12): “Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.”
Jó pensava que estava preparado, mas depois de perder quase tudo que lhe era precioso, e a própria saúde, teve um encontro com Deus que o fez admitir: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42.5,6).
Os discípulos pensavam que estavam preparados, mas minutos antes de começarem os piores momentos de suas vidas, foram admoestados por Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41)
Estamos nós preparados? Jesus nos adverte: “(Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.)” ( Apocalipse 16:15)
Como se preparar? De muitas maneiras, mas hoje tenho pelo menos duas sugestões:
1. Quem ainda não o fez, no mínimo deve orar e confessar os seus pecados, afirmando a Deus que crê em Jesus, o qual morreu por nossos pecados, foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia. Que quer recebê-lo como Senhor, e ser eternamente grato por que ele é o seu Salvador.
2. Vigiar e orar, tendo um tempo diário com Deus em oração silenciosa, e leitura da Palavra de Deus.
“antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” (1 Pedro 3.15).
Assinar:
Postagens (Atom)






